Leonardo Pessoa
Notícias sobre os livros, poesias, desabafos, versos e Tulani...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Expedição a Marte
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Ser humano
cresce o ser humano,
aprende e compreende o ser humano,
o ser humano sonha.
O ser humano luta,
o ser humano busca,
acorda, pouco dorme,
corre muito o ser humano.
Encontra, perde, ama:
O ser humano casa,
luta, briga, compra,
ganha, perde, perde, perde...
O ser humano, sonha.
Gira o mundo e o ser humano
busca, luta, acorda, dorme.
Passa dia, feito rio
nada, nada o ser humano.
Gira o mundo, giramundo
nada, nada o ser humano.
O ser humano cansa,
desiste o ser humano.
Entrega os sonhos,
Entrega as lutas,
Entrega as buscas e batalhas
Gira o mundo à seu revés
e o ser humano nada o fluxo
entrega os sonhos,
e morre, morre o ser humano...
Não posso...
Não posso mudar o mundo,
não posso mudar a vida,
não posso mudar os sonhos,
não posso mudar as lutas.
Não posso pedir demais,
não posso dizer que sim,
não posso falhar nas guerras,
não posso dizer que não.
Não posso sonhar acordado,
não posso dormir demais,
não posso viver na lua,
não posso chorar tristezas.
Não posso,
não posso,
não posso,
mas quero e quero por demais.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Os olhos
Conhecer o mundo
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Todo começo
Viro-me atento aos cantos.
Busco sujeiras e memórias que não desejo,
limpo-me, benzo-me,
canto uma canção dos velhos tempos.
Sei de cor toda a mudança por vir,
rogo à Deus nas distrações.
Sei das falhas e fraquezas maiores.
Hoje é o começo de tudo.
Quero nascer das cinzas de ontem,
quero ter o riso que outrora chorei,
quero saber que enfim vivi.
Atento-me ao passado passante à janela,
promessas tantas de não ousar repetir,
mas repito, sei que o farei.
Talvez eu aprenda, talvez eu morra.
Hoje é o começo de tudo e todo começo é assim,
de fato.
sábado, 5 de novembro de 2011
O tempo
o tempo é certo e invariável.
O que está nas entrelinhas virá,
tal como fora escrito e borrado.
Vejo nas flores que hoje são belas,
nas verdes folhas que outrora cairam.
O tempo independe da vida
e seu caminho circunda nossas sombras.
Temores teremos por todos os passos,
não saber, não prever, não esperar...
Não cantem o que não os pertença,
o tempo é surdo,não há refrões.
Amanhã é o fim
e o fim é o começo.
Não cantem os anúncios proféticos,
há tanto a vir e tão pouco sabemos.
O tempo independe da vida
e seus passos são duros e leves.
não saber, não prever, não esperar...
Andar como se tudo fosse agora.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Sento-me ao sol...
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Versos para o passado
sábado, 24 de setembro de 2011
O Pingo
Eu ordeno que pingues!
Não sejas tolo de regressar à fonte,
Não estremessas tanto assim teu destino,
Pinga e vai-te logo daqui!
Não há nada que tu possas fazer,
Tudo já se foi tentado por outros tantos.
Teu sonho de tempestade não mais pode ser.
Tu és pingo e pingo tu és.
Pinga, pedaço de água!
Liberta-te, Narciso!
e "torna-te quem tu és"
Vai-te ao rio, à núvem, à lama.
Sê o que tu nasceste para ser:
Para o mar ou para o copo.
Eu ordeno que pingues!
Tu és pingo e pingo tu és...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Ninguém
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Pobre poeta
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Simples poesia
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Os outros livros
Algumas pessoas me perguntam sobre os próximos livros, então ai vai uma breve história sobre eles.
Logo que “A caminho de Tulani” foi impresso, fiquei um longo tempo sem escrever. As preocupações com o que seria daquele recém criado livro, as esperas por respostas de editoras e o apego aos personagens não me deixavam seguir para outros rumos.
Até que finalmente iniciei uma nova jornada. O Segundo livro já tinha nome desde suas primeiras páginas “As pessoas invisíveis” que me rendeu vários e vários meses... Com uma idéia oposta ao mundo de Tulani, essa história demonstra o mundo como está hoje (mas não vou escrever aqui mais nada sobre ele, afinal nem mesmo está editado!) e logo depois surgiu um terceiro livro que ainda está em criação e este é o mais esperado por mim, mas não revelo título, resenha ou CPF.
Nenhum deles tem relação com Tulani, mas não descarto escrever uma continuação. A questão é: Valeria a pena uma continuação ou a imaginação de quem leu já criou histórias inimagináveis para tal?
Dúvida cruel...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Site de volta...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O trem da vida...
Tardio e poente, alerta e anuncia a noturna chegada lunar.
O trem da vida passa e o dia passa.
Ouço o som dos trilhos e dos dias,
O vento recobre a falta de ar que se faz comum.
Pela janela avisto os que chegam e vão,
os que chegam em vão e os que chegam e não...
A mim caminha toda uma lembrança
de todos os trens da minha vida.
Ouço os sons que me recobrem o tempo,
Tantos horizontes e tantas desaventuras,
Tantos vales e tantas curvas,
Sou e não sou o que de tudo sempre sonhei...
Pela janela pouco translucida me vêm o mundo,
Seus olhos são belos e silenciosos,
Dizem tudo e nada, mas dizem...
O trem da vida passa e o mundo passa,
Passam os trilhos, passam os dias.
Tudo será o que nasceu para ser,
Tudo será,
Tudo.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Insônia...
Não há ruídos maiores que o circular ventilador...
Não há mais pessoas ou carros: todos dormem.
Tudo me são lembranças e saudades.
A voz me sai diferente e desafinada,
não compreendem minha acentuação.
Tudo o que me é não está
e tudo o que está não reconheço posse.
Não há livros que eu possa rir,
tampouco traduções...
Quero sonhar, mas o sono não me tem
Tudo me são lembranças e saudades,
Quero dormir, mas o sonho não me vêm
Insônia, Insônia, Insônia...
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Encontro de família 2
não há espaço para boas lembranças e tantas.
Olho para todos e memorizo o que tento:
risos, pormenores, pequenas conversas...
Meu coração se alegra ao todo,
Sorri cativante e festeja o encontro.
É preciso romper velhos trapos
para que nele caiba todo o resto.
É preciso nascer outra vida,
é preciso nascer outro sol.
Meu coração não é grande o bastante,
nele ainda não cabe todo o resto...
sábado, 23 de outubro de 2010
Sobre as lutas...
Há tanta coisa a ser feita,
Há versos tantos e palavras tortas a serem ditas
Há verbos com e sem regularidade
Versos e (re)versos e rimas indiretas.
Onomatopéias levam atenções que não merecem!
Quantias, calamidades e difamações não as merecem também.
Há tanta coisa a ser feita,
Verdades e declarações a serem reveladas,
Desalentos e calmarias a serem reerguidas.
Prosas, poemas e romances...
Há tanta página por momento vazia,
Há tanta ansia por mais dignos finais.
Há muito sobre as lutas:
Personagens gritam o que deveria soar óbvio.
Páginas e páginas e páginas...
Impares, pares e contracapas...
e não há tempo para o sono dos desatentos.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
da velha esperança...
Levou consigo água e vento,
tinha um sorriso infantil nas faces,
capa e contracapa ansiavam por novidades.
Não lhe será uma longa viagem,
mais longo é o seu próprio caminho,
mas lhe será grandiosa e cheia de honras...
Uma palavra, uma decisão, um acordo
e tudo lhe será mostrado,
tudo lhe será dado....
Mal pude conter minha velha esperança,
era como se tudo houvesse começado ali,
no momento em que ele se foi...
Sim, ele se foi.
Livro ou filho? Eu não sei...
terça-feira, 20 de abril de 2010
Da velha poesia...
amiga, irmã dos pensamentos tantos.
Seu toque, sua anuência,
suas acrobacias para alcançar meu mundo.
Que saudade da velha poesia,
doce, simples, límpida...
Sinto falta de tanto nela,
ainda hoje que me volto ao caos antigo.
(Tempos além daqueles,
mas o caos é mesmo antigo)
Poesia, velha poesia.
Confidente e (im)parcial,
Sinto a falta de sua falta de rima,
de sua mão pequena e colossal.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Volta ao lar...
Uma poesia nova para um jeito velho de dizer obrigado.
Bati à porta um tanto acanhado,
Havia em meu rosto pétalas de tempo.
Quis desviar os olhos para não ser notado,
Pisquei e me deixei ver.
Fui apontando calmamente as culpas,
racionalidades invisíveis por um tempo que não ousa voltar.
Havia cheiro de nostalgia,
letras minhas ainda intactas,
Posicionamentos idênticos aos deixados lá atrás, no canto.
Versos, reclames, flores...
Havia em mim tanta novidade,
pisquei e me vi mais crescido...
Havia em ti a esperança esverdiada,
a certeza de que o nunca era excessiva sentença.
Sentei-me.
Sobre a mesa o costumeiro banquete,
possibilidades aos tantos.
letras e reclames e alegrias e flores,
mundos novos e usados,
como se nada houvesse mudado,
como se ontém fosse apenas hoje de manhã.
Sentei-me e fiquei,
Estou de volta ao lar...
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
procura...
os loucos que gastam de palavras tantas em versos
para celebrar da vida, gozos ou desilusões...
mas como me é difícil tal missão.
Não há rastro deles:
Onde estará Adélia nestas minhas Minas Gerais?
Cativando Divinópolis, certamente.
Procuro desesperadamente por todos eles,
um a um, para sentarmos e desiludir-nos multuamente.
Dêem-me sinal algum de vida,
por menor que seja...
Um sopro...
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Encontro de família...
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Tempo de decolagem...
Uma poesia leve... como a pena...
Chegará o tempo,
o tempo da decolagem.
O tempo de sentir enfim
o atrito do chão (que tanto atrapalha meus passos)
ser trocado pelo manso toque do vento.
Voar.
Onde há pedras verei esmeraldas,
Onde há rejeição ouvirei aplausos.
Chegará o tempo...
As nuvens me passarão próximas
e ao som das águas guiarei meu trajeto.
Tempo de decolagem...
Tempo de voar...
Voar como os pássaros,
Voar...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Tempos idos...
“Dedicado aos tolos como eu.”
Sinto saudade dos tempos idos.
Das vagas tardes do ano,
dos modos como eu achava graça
das coisas que agora me são obrigações.
Sinto saudade dos tempos idos.
Das vezes em que quis ser mágico, cantor ou consertador de coisas,
das calmas manhãs,
das vezes em que eu não era cobrado por aquilo que não sou...
Sinto saudade dos tempos idos.
Peter Pan e sua imensa vontade só me eram uma boa história.
As manhãs eram como as tardes (com exceção do sol)
Tic-tac ouço o tempo martelar...
Sinto saudade dos tempos idos.
Das tantas vezes em que quis crescer,
dos modos como eu achava graça
das pessoas que eram como sou agora.
Tic-tac ouço o tempo martelar...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Enfim...
Agradeço aos responsáveis por esta segunda tiragem...Agradeço pela cobrança! Todos demonstravam grande interesse e ansiedade. Agradeço de coração...
Meu caminho para Tulani agora também pertence a vocês!
Grande e emocionado abraço!
Tenho certeza de que todos os personagens estão ansiosos para se apresentarem a vocês... Espero que gostem!
Frase rapidinha...
Uma frase (dúvida) rapidinha... bem rapidinha:
Pombos alinhados sobre os fios. Espiões ou alienados?
domingo, 16 de agosto de 2009
Vídeo Trailler sobre Tulani...
Aqui estou para falar sobre um vídeo que postei no youtube. Este vídeo é mais ou menos um trailler sobre o livro. Para quem quiser conferir aí está:
Grande abraço e obrigado pelo apoio de sempre!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Silêncio...
Hoje não há o que dizer.
Já tentei, comecei e não há,
não há mesmo o que dizer.
Nem do Tempo que me é assunto constante,
nem das reclamações o que me é rotineiro.
Já quis falar do dia,
da cidade apressada.
Procurei motivos tantos,
mas hoje não há.
Talvez seja cedo,
a vazia cabeça,
talvez seja o sono
ou motivo qualquer...
Ansiedade me assusta,
“Fala!” – grita a consciência.
Mas hoje não há...
Não há nada a dizer.
Nem choro, nem riso.
Nem tempo, nem chuva.
Ôh silêncio besta,
que não me leva a nada...
sábado, 1 de agosto de 2009
por hoje...
e que sofrimento não há em canto algum.
Só por hoje vou fingir que não zombamos do amor
e que a vida por ele daríamos.
Só por hoje não vou chorar pelos que não sonham
e muito menos pelos que sonhar nunca poderão.
Só por hoje vou fingir não ver o óbvio
e acreditar que tudo é um tanto belo.
Só por hoje vou tapar as vistas
e assim imaginar.
Só por hoje vou passar batido,
Só por hoje vou deixar passar,
Só por hoje não vou reclamar,
só por hoje vou dormir em plena paz.
Só por hoje...
quinta-feira, 23 de julho de 2009
relógio...
Lá em cima na parede grita o relógio.
Seu ruído ensurdece os desesperados
e embala o sono dos acomodados.
Já não se sabe se ele se perdeu do Tempo
ou se foi o Tempo quem decidiu se desprender...
O relógio acompanhá-lo já não consegue,
Fato esse que o faz tentar correr,
mas correr ele não pode.
“Sincronismo!” – ordenam seus ponteiros impacientes...
Lá em cima na parede grita o relógio.
Mesmo que ninguém a ele preste atenção.
Há quem pragueje seu rápido trajeto,
mas já não se sabe se a culpa é mesmo dele
ou de quem se acomodou...
O relógio acompanha como pode,
“Sincronismo! Sincronismo!”
E não se pode acompanhar o Tempo,
Fato esse que o faz tentar correr...
sexta-feira, 17 de julho de 2009
o curso do rio...
Dedicado aos grandes lutadores. Há momentos em que pensamos estar guiando nosso barco para um rumo diferente daquele que queríamos.
Nossos sonhos algumas vezes parecem distantes, não porque sejam difíceis em demasia, mas porque os deixamos dentro de uma gaveta... bem lá no fundo...
Atrás de todas as outras prioridades... Por isso deixo aqui esta pequena (e modesta...) poesia para relembrá-los...
Não se pode mudar o curso do rio.
Assim é a regra e a vontade do mundo.
Ainda que sejam criadas represas,
a água as completa e segue caminho.
Não se pode mudar o curso do rio.
Assim nos foi dito e assim a de ser.
Ainda que as secas invadam os leitos,
a água as supera e segue caminho.
Assim são os rios e sempre serão,
assim são os homens e sempre serão.
Ainda que mudem por temporário seu curso,
mesmo que esqueçam da nascente os conceitos
se nasceram para alcançar o mar,
nos obstáculos jamais ficarão.
terça-feira, 14 de julho de 2009
sobre as considerações
Outro dia deixei um post no twitter com a seguinte frase: “Se você quer seguir um sonho, vou lhe dar um conselho: Não espere o apoio de ninguém...”
Passei algum tempo pensando nesta frase. Será que eu peguei pesado demais? Será que fui duro? Mas ai me veio a luz! Duas coisas importantes me vieram à mente: A primeira é que eu acabei de chegar ao Twitter e não tenho nenhum seguidor... por isso a frase só teria efeito para mim! Segundo que é a mais pura verdade... Não que ninguém vá apoiar seus sonhos, mas é que quando você não espera o apoio de ninguém os que aparecem (e podem ser muitos ou poucos...) valerão muito!
Não pensem que esta frase saiu do nada... sem nenhuma inspiração. Eu esperava um apoio gigantesco, eu pensava que seria aceito por uma grande editora, eu pensava que todos ao meu redor gostariam de ler o que escrevo, eu pensava muito... muito que me chateei. Não é culpa de ninguém, senão minha. O fato é... se eu não tivesse esperado o apoio de ninguém não teria ouvido mais os “nãos” do que os elogios, mas como agora aprendi (pelo menos eu acho!).
Por isso tudo... decidi que não fui duro demais na frase, tampouco mal agradecido... e entendi que a frase fazia mais sentido do que eu poderia imaginar...
Portanto mantenho o conselho e termino este texto sem mais nem menos...
Se você quer seguir um sonho, vou lhe dar um conselho: Não espere o apoio de ninguém...
Tenho dito.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
uma frase...
Um homem sabido mostra seus conhecimentos a todos que o cercam.
Um homem sábio só os utiliza quando necessário.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O novo...
Tenho a sensação de que finalmente está começando o novo... “O novo o quê?” perguntaria o mais ansioso. E eu responderia: “O novo livro é lógico!”. Enfim, após começar outros três e parar, encontrei uma nova história... um novo rumo... e o martelo começou a me apressar... Os personagens já se mostram ansiosos para ganhar vida e eu não posso impedir... Chegou a hora...
Várias são as dúvidas que me provocam e as encruzilhadas do caminho precisam ser resolvidas... mas tudo é questão de Tempo... (quando eles ganham vida eu não decido mais nada...)
Por isso gostaria de deixar uma pequena poesia para o novo...(como diria a velha canção: “o novo sempre vem...”).
Há no ar um canto raro,
o canto que anuncia a chegada.
E não há nada que recusar me faça,
não há como voltar atrás...
Há no ar um canto raro,
enfim é chegada a hora esperada,
preparo a mesa e ajeito os enfeites
quero que à espera me encontrem...
é hora do novo, enfim compreendo,
é hora de vidas surgirem num sopro.
E não há nada que recusar me faça,
Nem há como voltar atrás...
segunda-feira, 15 de junho de 2009
sobre os muitos...
Certo dia alguém reclamou de meu espírito anti-social. Não entendi bem o que quiseram dizer com isso, mas me inspiraram estes poucos versos que se seguem. Não sou anti-social, não acreditem nisso... só não aguento conversas vazias...(defeito meu, confesso!)
Esta é uma homenagem aos que nada tem a dizer (e acrescentar)...
Conversas vazias me enchem.
Se queres que eu me atente
Não use de pouca vontade,
não fale de suas vitórias,
Nem clame por todos os louros.
Seja sincero no todo.
Fale de suas tormentas,
Mostre-me arte dos seus.
Não abuse piadas sem rumo,
Nem me venha falar como é grande.
Seja menor do que os outros,
fale de sincera alegria.
Se queres que eu me atente
Ouça o que eu tenho a dizer.
Se queres que eu me atente
Seja amigo de fato.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
verdades sobre a física
Todo grande filme de cinema tem que ter um alívio cômico. Esse alívio serve para descansar a atenção quando em ação ou tensão constantes... Hoje deixo aqui um pequeno alívio cômico entre a coleção dos “desabafos e reclamações” e os textos sobre orientais... Resolvi chamá-lo de “Verdades sobre a física”, digo verdades porque para mim as frases que se seguem são grandes verdades mesmo...
(Na realidade eu só queria dizer que as coisas simples merecem a simplicidade que têm, mas nós preferimos complicar...)
Em homenagem a um dos meus grandes ídolos: Mário Quintana.
Esforço desnecessário
Os pássaros ficaram muito mais exaustos depois que o homem inventou a lei da gravidade.
Terceira Lei de Newton
Já diria o espelho: “Mostre-me um monstro e eu lhe retribuirei.”
Na sala de aula
“...e portanto professor, concluo que a Terra não gira nem em torno de si, nem em torno do sol, ela gira mesmo é em torno das nuvens...”
Diálogo sobre Astronomia
“_ Não seria genial se nós juntássemos todas as estrelas em um mesmo ponto? Poderíamos aproveitar toda essa luz que hoje vive espalhada pelos cantos do céu...”
“Mas eles já fizeram isso. Deram o nome de Lua.”
terça-feira, 19 de maio de 2009
afinal, o que é isso?
Bom... Algumas pessoas têm me perguntado o que quero dizer quando escrevo sobre orientais e ocidentais. Já me perguntaram se eu falo mesmo sobre os japoneses, chineses e sobre os de cá...
Ainda bem que perguntaram, pois esta é a minha grande chance de dizer: Definitivamente não!
Pois bem... Dito isso, seguem-se as explicações:
Segundo a ciência ou a crença popular ou a sabedoria dos ancestrais ou o inconsciente ou até mesmo a Rede Globo, o cérebro é dividido em dois hemisférios: direito e esquerdo. De acordo com esta informação veio outra: o lado direito do cérebro é o que controla a emoção, criatividade, traços artísticos, abstrato, etc... e o lado esquerdo do cérebro é o que controla a razão, lógica, concreto, etc... Alguma coisa fez sentido agora?
Lado direito = Oriente = emoção, artes, criatividade, etc...
Lado esquerdo = Ocidente = razão, lógica, etc...
Você quer descobrir se você é um oriental ou um ocidental?
Minha opinião (se é que vale tustão...): perdendo tempo neste blog?! Lendo estes textos?!
Veredicto: Oriental na certa...
Obs.: Obrigado pela visita, sei que não são milhares, mas como eu disse aqui na semana passada:
“as (visitas) que tenho valem mais do que ouro...”
Sinto-me aliviado por ter definido os orientais... (pelo meu ponto de vista...)
algo sobre o mundo...
Essa é mais uma para a coleção: desabafos e reclamações...
(eu sei, mas tenha paciência com este reclamão que vos fala...)
Ouço rápidas conversas,
resumidas e dosadas de eus.
A atenção que presto é limitada,
limitada demais para entender o que dizem.
A culpa é minha, eu sei.
adaptação nunca foi dos meus mais fortes traços...
Ouço rápidas conversas:
o esporte do dia, soberbas, conquistas,
mas sempre resumidas e dosadas de eus...
onde estão os verdadeiros assuntos?
Onde estão os que valem a pena?
A culpa é minha, eu sei.
(Em terras de ocidentais, orientais não têm vez.)
Números, rendas, riquezas.
Ganhos, lucros, destrezas.
E eu pensando em poesias...